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Arena de degladiação de raciocínios
sexta-feira, dezembro 22, 2006
Qual é coisa, qual é ela que pisca mesmo muuuito em Dezembro no Terreiro do Paço?
Não, não é a Maior Árvore de Natal da Europa. São aqueles srs. indianos que vendem barretes, aneis, patos, coroas, pulseiras e flores que piscam em technicolor 3,7 vezes p/seg!

Mas este é um tema sério. Não se brinca com a Poluição Visual, ela pode ser letal. O Natal é tempo de medo e de terror. Aumenta o consumismo desenfreado, as correrias aos shoppings, aumentam as vítimas do wrestling de loja: “-Fui eu que vi primeiro!, -Desculpe mas esse Noddy sou eu que o levo!”, aumentam os anúncios da cofidis e da leopoldina (creepy), aumenta o número de paragens cardio-vasculares, registam-se picos nas urgências dos hospitais de pacientes bolímicas que depois de vomitarem o jantar de Natal, a ceia de Natal e a bilis continuam a vomitar porque é bué-d-alternativo…Mas ninguém fala dos ataques epilépticos.

Durante a quadra natalícia a população em geral é exposta a um conjunto de situações que é suposto “ajudarem a entrar no espírito”. A publicidade alusiva ao natal, as musiquinhas nas ruas de maior comércio, as montras, o coro no metro, os Pais-natal da lotaria, aqueles pais-natal que simulam estar a trepar (que as pessoas insistem, vai-se lá saber porquê, em pendurar nas suas varandas) e as luzes! As luzinhas são um perigo. Há luzes por todo o lado. O portuga tem orgulho em ter a sua corrente de luzinhas coloridas piscantes a iluminar o bairro inteiro. Quanto mais cor e mais luz melhor! É uma alegria!

E se somarmos as luzes das varandas, às luzes das ruas, à luz da árvore e às luzes emitidas pelos respeitáveis, sempre bem-penteados, srs. Indianos estão reunidas todas as condições para se desencadearem ataques epilépticos em massa.

Be afraid, be very afraid…Santa is coming to town.

3 Comments:
Anonymous Edmond Dantes said...
Gostei da forma como fizeste o post, de forma a escapar ao cliché de criticar o Natal e o consumismo, assunto já martirizado em todos os blog's. E a piéce de resistence para mim foi: "registam-se picos nas urgências dos hospitais de pacientes bolímicas que depois de vomitarem o jantar de Natal, a ceia de Natal e a bilis continuam a vomitar porque é bué-d-alternativo"! Lindo..

Blogger Nero said...
Tenho q sublinhar o factor "maior árvore de natal da Europa", ou do mundo, ou do sistema solar, sei lá como lhe chamam! Para mim ñ passa de um horrível e tosco monstro metálico cuja única qualidade é gastar electricidade desmesurada/e e provocar enormes filas de trânsito de portugas tontinhos a olhar e a tirar fotografias como se do Colosso de Rodes se tratasse. Dps nos telejornais fala-se disso com aquele orgulho estúpido de nacionalista de pacotilha e enche-se o peito a dizer que "temos a maior árvore da Europa", como se isso valesse de algo. Isto só prova q os portugueses têm a smp necessidade de querer ser grandes em alguma coisa (talvez para compensar tudo o q perderam no passado), e como fazer algo de proveitoso está muito para lá dos seus limites, ficam-se com a grandiosidade na bestalhice, do qual esta árvore é exemplo.
Desculpem o pequeno desabafo mas é dia 24 de Dezembro e detesto o natal.

Blogger Gladius said...
Vou organizar uma viagem dos amigos e familiares dos doentes com epilepsia a este monumento piscadoiro.
vai ser só vê-los a espumar.......